Do descarte à energia: Aterros desativados se tornam usinas solares

por | jun 8, 2024 | Notícia

Pirâmide solar construída em antigo aterro em Curitiba, PR.  Imagem: Gilson Abreu/AEN

Aterros sanitários ocupam grandes parcelas territoriais e ainda são um problema crítico para muitas cidades brasileiras no que diz respeito às soluções para redução da emissão de gases de efeito estufa. Diante desse grande desafio, surgiram ideias inovadoras para o reaproveitamento de aterros desativados, e uma dessas inovações, está na instalação de usinas fotovoltaicas nesses locais.

Além de aproveitar espaços subutilizados, as usinas fotovoltaicas em aterros desativados também oferecem benefícios ambientais significativos. Para os especialistas, a instalação dessas usinas é um jeito de compensar a natureza: milhões de toneladas de lixo liberam gás metano diariamente. Ao cobrir os aterros com painéis solares, evita-se a contaminação do solo e a emissão de gases poluentes.

Em Curitiba, o aterro sanitário do Caximba deu lugar à Pirâmide Solar do Caximba, a primeira usina solar instalada sobre este tipo de território na América Latina. O local que acumulou lixo por 21 anos, recebeu 8.600 placas solares que geram energia na cidade. Já no Rio de Janeiro, o antigo aterro sanitário de Santa Cruz projeta receber um empreendimento que terá potência de 5 megawatts (MW), isso se resume a 11 mil painéis solares instalados capazes de abastecer cerca de 45 escolas municipais ou 15 UPA’s (Unidades de Pronto Atendimento).

Antes de tirar a ideia do papel, a viabilização da construção de uma usina fotovoltaica dessas vai muito além de uma questão econômica e deve ser muito bem estudada. Por exemplo, o tipo de aterro disponível e a regulamentação do local também devem ser levados em consideração, já que apenas aterros sanitários comportam a possibilidade de uma obra como essa. Aterros sanitários são cobertos de terra e em seguida, compactados com maquinários apropriados.

Além de todas as autorizações solicitadas, parcerias entre as empresas de energia e organizações ambientais podem facilitar o desenvolvimento e a implementação desses projetos.

E mesmo desativados, os aterros seguem sendo monitorados principalmente por conta dos resíduos remanescentes. Estratégias de gerenciamento desses resíduos e monitoramento ambiental devem andar juntos, garantindo a segurança e o principal objetivo da energia solar, a sustentabilidade.

Apesar dos desafios, esses projetos inovadores apresentam um grande potencial para impulsionar a transição para uma matriz energética mais limpa e sustentável. Ao transformar áreas antes negligenciadas em fontes de energia renovável, essas novas usinas contribuem para a diminuição das mudanças climáticas e para a construção de um futuro mais sustentável para as próximas gerações.

Em suma, a implementação de usinas fotovoltaicas em aterros desativados representa uma oportunidade única para aproveitar recursos subutilizados e transformá-los em fontes de energia limpa e renovável. As usinas de Curitiba e do Rio de Janeiro são exemplos inspiradores de como é possível transformar desafios em oportunidades. Aterros sanitários, que antes eram vistos apenas como problemas ambientais, agora podem se tornar soluções para a crise energética e climática que enfrentamos.

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